“Podem os Média Sociais co-existir com as técnicas tradicionais de marketing?” Julho 6th, 2010

É uma das discussões mais acesas no Likedin e que tem agregado alguns pontos de vista antagónicos. No entanto, a preocupação é latente: será que se pode fazer usar-se das mesmas estratégias de marketing nas novas plataformas sociais ou estamos perante toda uma nova forma de pensar?

A conhecida rede social online para profissionais alberga duas diferentes abordagens a este problema. A primeira, que junta os pensadores do marketing tradicional, parece estar a anexar os Média Sociais como uma nova arma para juntar ao seu leque de serviços; a segunda, daqueles que se enfocam apenas sobre esta nova plataforma, rompe com o tradicional, defendendo que estamos perante um novo futuro, perspectivando que tudo o que está para trás irá, gradualmente, desaparecer.

Nesta longa discussão, que importa à Oferta Global colocar aos seus seguidores, expomos os dois pontos de vista.

Uns defendem a teoria de que é necessária uma abordagem de integração, onde as empresas carecem de uma visão geral sobre toda a estratégia de marketing, que deve incluir ambas as plataformas, a offline, dos meios tradicionais, e a online, a dos novos média. Ambas as plataformas devem alimentar-se mutuamente.

No outro lado da discussão, é defendido que o marketing tradicional usa o método “impositivo”, onde se controla a forma e o modo como as pessoas vêm o que se tem para oferecer. Os novos média, sustentam os seus defensores, usam um método oposto, o método “sugerido”, onde as pessoas escolhem elas próprias como e quando querem ver o que lhes está a ser oferecido.

A primeira forma emprega o outbound marketing, ou seja, a estratégia que procura o consumidor. A segunda, as dos média sociais, emprega, por seu turno, o inbound marketing, estratégia que significa ser-se encontrado pelos potenciais clientes numa lógica de relações mútuas e envolvência. As vantagens do inbound marketing são, tal como ilustra a imagem, os seus custos reduzidos, uma melhor segmentação de mercado e um investimento que perdura para o futuro.

Defendem, portanto, que a era da mensagem “martelada” na consciência dos consumidores acabou, dando lugar a toda uma nova forma de estratégias de marketing, que passam por criar um efeito magnético no mercado-alvo que procuram atingir.

Na opinião da Oferta Global, há, definitivamente, lugar para ambas.

Doravante, ambas as plataformas, as online e as offline, irão depender uma da outra. Lembremo-nos que o mercado é composto por várias gerações que incorporam a mensagem de uma empresa de forma completamente diferente e por meios diferentes. Desde o Facebook até ao simples anúncio de estrada.

As novas formas de marketing dão poder ao consumidor, enquanto que os meios tradicionais dão o poder ao fornecedor, às empresas, o que é implicitamente necessário para manter a lógica da oferta e da procura.

O segredo é criar o equilíbrio entre ambas as formas de comunicar uma marca, potenciando a segmentação de mercado através de estratégias que tanto sugerem como impõem o valor dos seus produtos.


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pedro almeida

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Os maiores anunciantes internacionais rendem-se às Redes Sociais Julho 1st, 2010

Nada que não tenhamos dito vezes sem conta.

Lembrando o primeiro artigo da rubrica semanal “Tudo o que sempre quis saber sobre Marketing Online”, que se debruça, justamente, sobre a publicidade online, os maiores anunciantes internacionais parecem querer outorgar o que a Oferta Global escreveu, afirmando que as redes sociais já fazem parte, sem margem para dúvidas, das suas estratégias de marketing.

Quem o diz são empresas como a Coca-Cola, Procter & Gamble – à qual demos conta, anteriormente, sobre os problemas de imagem com que se deparou numa campanha difamatória no Facebook – e outras gigantes corporativas, as maiores investidoras em publicidade para defender, promover e dinamizar a imagem das suas marcas.

Na recente cerimónia do Festival Internacional de Publicidade – o CannesLions – uma montra do melhor que foi feito na área da publicidade em 2010, os administradores destas multinacionais fizeram jus à importância das plataformas sociais, como o Facebook ou o Twitter, atribuindo-lhes a importância que temos, ininterruptamente, reivindicando nestas páginas.

Taxativa é a frase de Martin Sorrell, presidente executivo do grupo britânico de publicidade, a WPP Wildworld Worldwide, na qual afirma que as redes sociais são “a forma de divulgação mais eficaz da publicidade”.

Uma entrevista onde se fala do futuro da publicidade que pode ver na página do Facebook da Oferta Global.

Fonte: Económico


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